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terça-feira, julho 19, 2011

Happy Birthday to me!



 21 aninhos! Vá, é o dia de serem fofinhos e só deixaram elogios à minha pessoa na caixa de comentários!

quarta-feira, junho 15, 2011

Eu nunca... [respostas]


1.   Eu nunca fiz ioga.
Verdade verdadinha, claro! Não fiz e sinceramente, acho que nem faria. Pelo que conheço de ioga, o mais provável era adormecer ao fim de 5 minutos.

2.   Eu nunca tirei uma negativa na pauta até chegar à faculdade. 
Ops. Falsa, infelizmente. Tive negativa no 2º período do 9º ano a Matemática, sendo que nem odiava matemática, mas sinceramente, não andava a perceber patavina do que o prof tentava ensinar. Tive ainda também, negativa a educação física, no 8º ano. Motivo: ser pequenina e não ter mãos para jogar basquet e andebol. Que culpa tenho eu disso? Não faço ideia!

3.   Eu nunca bati em alguém. 
Falsa, novamente. Já não bato em ninguém há algum tempo - lol - mas já houve 2 ou 3 situações em que tive recorrer ao estalo. Além disso, batia no pessoal no karaté, mas não sei se conta para aqui :p

4.   Eu nunca fiquei bêbada.
Verdadeira! Com muito orgulho, já agora. Eu praticamente não bebo, já até mencionei isso aqui no blog. Quando bebo é em jantares da faculdade e tenho sempre tino, quanto mais não seja porque estou a conduzir. Sinceramente, acho deprimente beber até cair com a desculpa de "estou a divertir-me", mas desde que não me incomodem, bebam à vontadinha...! Quanto a mim, a minha felicidade natural já é suficiente para ter passado por bêbada algumas vezes, em noites que não tinha bebido uma única gota.

5.   Eu nunca fiz uma directa. 
Falso. A minha primeira - e única, nunca mais fiquei com vontade de repetir! - directa foi na véspera de sair o resultado dos exames nacionais. Fui-me deitar e pus-me a ler o "Crepúsculo". Achei o livro absurdamente viciante, não o queria largar, era sempre um capitulo atrás de outro e quando percebi já eram 4horas da manhã e eu sem dormir. Ainda tentei, mas a expectativa dos exames não me deixou sossegar, portanto, continuei a ler o livro. Às 9h30 da manhã já o tinha lido todo, saltei da cama e fui à escola, ver as notas. Mas sinceramente, não me dou bem com falta de horas de sono. Os olhos ardiam-me, sentia-me fraca e acho que só a felicidade pelos resultados me manteve em pé até às 18horas, altura em que fui dormir porque até já me estava a sentir mal. Foi uma experiência tão má que nunca mais repeti. Pouco ou muito, preciso sempre de dormir alguma coisa. 

6.   Eu nunca toquei numa cobra.
Falso! Toquei numa com uns 13 ou 14 anos, uma vez que fui ao circo com a escola. Foi uma sensação fantástica. Não senti medo, talvez por a cobra estar bem segura nas mãos do expert, e foi um toque rápido mas foi aquela coisa de "epá, já toquei numa cobra!". Quantas pessoas no mundo podem dizer isto? Não muitas :P

7.   Eu nunca andei de mota.
Verdade. O meu pai tem um problema com motas, porque perdeu um amigo num acidente de mota. Portanto, sempre proibiu as filhas de andarem. Além disso, nunca senti vontade de andar, talvez exactamente por, desde criança, me ter sido incutida a ideia de "motas são más". Provavelmente, ter visto um rapaz de 20 anos morto na estrada depois de um acidente de mota, também ajuda a não me sentir fascinada por tal veículo. Não digo que nunca vá andar na vida, mas não me parece que algum dia substitua o meu carro por uma mota. É verdade que tanto se morre de carro, como de mota, ou até simplesmente a sair da cama mas... Quantos tipos de mota têm um acidente e se safam?

8.   Eu nunca parti um osso.
Verdade. Já torci e afins, mas partir nunca. Nem mesmo a cabeça, em criança. 

9.   Eu nunca vi um jogo de futebol no estádio. 
Falso! Já vi vários, a maior parte da Selecção Nacional e alguns da Académica.

10. Eu nunca estive internada no hospital.
True! Não quero nada com hospitais, obrigada!


Não houve ninguém que acertasse nas 5 frases. Oooh! :(
Quem acertou mais foi o Jedi, que acertou 3!
Palminhas para ele lol
Se responderem ao desafio avisem :)

terça-feira, junho 14, 2011

Eu nunca...

Desafio encontrado no blog da Andreiazita, o Interessante (ou não). O desafio consiste em dizer 10 frases começadas por "eu nunca" sendo que 5 delas serão verdadeiras e outras 5 serão falsas, desafiando os leitores a tentar descobrir quais as verdadeiras e falsas.

  1. Eu nunca fiz ioga.
  2. Eu nunca tirei uma negativa na pauta até chegar à faculdade.
  3. Eu nunca bati em alguém.
  4. Eu nunca fiquei bêbada.
  5. Eu nunca fiz uma directa.
  6. Eu nunca toquei numa cobra.
  7. Eu nunca andei de mota.
  8. Eu nunca parti um osso.
  9. Eu nunca vi um jogo de futebol no estádio.
  10. Eu nunca estive internada no hospital. 

Fico à espera dos palpites!

    sexta-feira, junho 10, 2011

    Sei que estou num dia sensível quando...

    ...acabadinha de acordar, sentada na minha cozinha a devorar com enorme satisfação um Waffle de chocolate, foco a minha atenção no Kung Fu Panda - filme que nem gosto particularmente -, quando estão a contar a história da Tigresa. A Tigresa, coitadinha, que vivia no orfanato, isolada e excluída e que todos consideravam um monstro porque ela não conseguia controlar a sua força e destruía tudo em que tocava. Por isso, quando, uma vez por mês, as crianças do orfanato recebiam famílias que queriam adoptar, a Tigresa nunca era escolhida.

    É então que, um dia, chega Shifu ao orfanato e, durante longos meses, treina Tigresa para que ela consiga controlar a sua força. Mas mesmo assim, continua a não haver ninguém interessado em adoptar um pequeno tigre e é o próprio Shifu que a tira do orfanato.

    A história termina e a Mini está hipnotizada a olhar para a televisão, a waffle esquecida no prato e a lágrima no canto do olho... Pronto, hoje acordei assim, lamechas. Podia ter-me dado para pior...


    domingo, maio 01, 2011

    Amanhã...

    ...é dia de tirar a capa e batina, vulgo traje académico, do armário, voltar a vesti-lo desde a última praxe, ajeitar a gravata e pôr a capa aos ombros. E voltar a sentir o mesmo sentimento que tive quando o experimentei n'A Toga, há pouco mais de 2 anos atrás, o nó na garganta, a lágrima no canto do olho. Pensar como é estúpido ficar assim sempre que trajo, ainda que não seja nenhuma ocasião especial. E olhar uma última vez para o espelho, antes de sair de casa, e adorar o que lá vejo, porque, modéstia à parte, fico tão gira trajada! Apesar das meias, dos sapatos, da saia pouco moderna, da camisa que tenho que dobrar nos punhos porque me fica um pouco grande nos braços.

    Amanhã, dia do julgamento das caloirinhas. Ainda me lembro do friozinho na barriga que sentia, o receio perante o desconhecido, por não saber o que me esperava, pois ninguém deu com a língua nos dentes sobre o que diabos acontecia no julgamento. De ter adorado, cada segundo, apesar de ter demorado horas até chegar a minha vez.

    E a queima está quase, quase ai! Ansiedade a mil!

    quinta-feira, abril 21, 2011

    Coisas de irmãs

    Eu e a minha irmã temos exactamente 9 anos e 6 meses de diferença.
    Quando olho para trás, para todos os momentos que passámos juntas, fico maravilhada pela forma como a nossa relação evoluiu, mudou e
    ainda assim permanecemos unidas.

    A minha irmã tomou conta de mim quando eu era bebé e a minha mãe não podia. Deu-me banho, mudou-me as fraldas e cantou canções de embalar para me adormecer. A minha primeira palavra "Olá", foi graças a uma grande insistência dela, que passou toda uma viagem de carro a dizer-me olá, talvez na esperança que eu fosse uma espécie de papagaio. Mas eu já era desmancha prazeres desde pequenina e mantive-me toda a viagem calada. Só quando chegámos ao destino, tendo já a minha irmã desistido de me fazer soltar algum som compreensível, é que decidi dizer olá a toda a gente que passava por mim.

    Quando eu era criança e ela estava já na conturbada fase da adolescência, foi a fase mais complicada. É claro que nos adorávamos, mas eu adorava ainda mais arrelia-la. E ela não tinha grande paciência para aturar a pirralha chata. Lembro-me que, uma vez, lhe escondi um papel importante da escola e à noite ela andava a virar a casa toda à procura do papel. E acusava-me de o ter escondido e eu jurava a pés juntos, na altura com 6 anos, que não tinha sido eu. Até que, por fim, lá tirei o papel do esconderijo e deixei-o num lugar mais acessível na secretária dela, e fui refugiar-me nos braços da mamã. Divertia-me a irrita-la mas também receava que ela se irritasse para valer, apesar de ela nunca me ter batido.

    Ainda me lembro de quando brincávamos juntas, na cama ou no sofá, a fazer cócegas uma à outra. Ou quando eu tentava expulsa-la da cama e me esforçava para a puxar e a empurrar até ela cair da cama. Nunca fui bem sucedida, claro. Ela fazia-se ainda mais pesada e só se ria quando eu a puxava pelas pernas e a tentava rolar pela cama até ficar sem forças.

    Houve uma vez, com uns 5 anos, que a mordi. Primeira e única vez, situação que rende muitas gargalhadas cá em casa e que na altura me rendeu uma palmada do meu pai no rabo. Foi numa fase em que era moda, no infantários, os miúdos andarem à dentada. E eu achei que fazia todo o sentido levar tais práticas canibais para casa e aplica-las à melhor cobaia do mundo: a minha irmã, claro! Era de manhã e ela estava a lavar os dentes quando eu entrei na casa de banho. Foi quando, do nada, lhe agarrei a nádega direita como quem agarra uma sandes ou um Big Mac e lhe dei uma dentada. Assim, sem aviso prévio. Ela gritou, os meus dentes ficaram marcados no rabo dela e o meu rabo tremeu com a palmada que recebeu. E a experiência nunca mais se repetiu. E caso estejam a pensar nisso: não, não ficou nenhuma marca permanente, garanto-vos.

    Sou uma Mini praticamente sempre com a resposta na ponta de língua e uma resposta certeira. Devo-o à minha fantástica irmã, que também domina essa arte. Desde miúda que, a discutir ou só a brincar, lhe mandava bocas, inicialmente, ouvidas na escola ou na TV, e mais tarde, elaboradas por mim. E claro, ela respondia-me sempre à letra, e deixava-me sem resposta. Eu ficava a pensar naquilo, a elaborar uma contra-resposta. E uma contra-contra-resposta e assim sucessivamente. Ou usava as brilhantes respostas dela na escola. Era um exercício mental excelente. Adorava! E de repente, as discussões com a minha irmã tornaram-se uma boa fonte de maneiras para calar os idiotas coleguinhas de escola, que me atormentavam por ser mini. Até que, o aprendiz supera o mestre, e comecei a conseguir responder à letra à maninha e deixa-la também sem resposta. Hoje em dia, ainda continuamos a picar-nos mutuamente. Às vezes, ganha ela, outra vezes, ganho eu, mas sempre com fair-play!

    Acho que foi na minha adolescência que começamos a tornar-nos mais amigas e não somente irmãs. É claro que não éramos confidentes, a diferença de idades era um impecilho a tal. Mas as discussões tornaram-se pouco frequentes. A relação tornou-se mais harmoniosa e calma. Além disso, quando deixamos de viver juntas, tornou-se uma enorme perda de tempo, gastar o tempo que estávamos juntas a discutir. De repente, eu já não era a pirralha insuportável. Era a irmã mais nova, a pequenina dela, mas começou a levar-me com ela, quando saia com os amigos, a convidar-me para ir passar umas mini-férias em Lisboa, só com ela. E quando entrei para a faculdade, considerou-me minimamente adulta, ao ponto me perguntar pelos namorados ou se precisava de preservativos "porque é melhor estares prevenida para o caso dele não ter...", o que me fazia corar de vergonha por, de repente, estar a ter tal conversa com a minha irmã mais velha.

    A verdade, é que faço tudo pela minha irmã e ela por mim. No meu aniversário de 12 anos, ela levou-me ao cinema com uma amiga minha, mesmo tendo que estudar porque ia ter exame uns dias depois. Levou os livros para o centro comercial para estudar enquanto víamos o filme, mas claro, pouco estudou. Mas não se queixou, nem me tentou demover da ida ao cinema. Na minha primeira Queima, quando eu ainda não tinha carta, ela foi comigo a algumas Noites do Parque e, nas outras, foi ela que me foi buscar, quase às 4 da manhã e cheia de sono. Algo que muito espantou os meus colegas e amigos que não achavam normal a minha irmã fazer aquele "frete" por mim, pois os irmãos deles não fariam.

    A minha viagem de finalistas foi com a minha irmã. Eu não quis ir para Lloret de Mar. Não fazia o meu género, achei um absurdo o preço, e não me imaginava a ter que aturar a minha turma bêbada. Se nem sóbrios eles são aturáveis, nem queria imaginar bêbados... Portanto, fui a Paris com a minha mana e uma amiga dela. Foi das melhores decisões da minha curta vida.

    Depois de quase ter morrido afogada numa piscina, por volta dos 4 anos, eu só entrava na piscina ou no mar com a minha irmã. Era a única pessoa em quem eu confiava. E ela nadava na praia comigo às cavalitas dela, até eu me tornar demasiado pesada para fazer tal coisa. Então, começou a tentar ensinar-me a nadar, depois de vários professores de natação terem falhado pois nem conseguiam que eu entrasse dentro de água. Ainda me lembro, dela no Verão, a tentar ensinar-me a boiar, depois de uma luta intensa para conseguir que a Mini se acalmasse, perdesse o pânico, e parasse de a agarrar como um náufrago a agarrar a sua tábua de salvação. É verdade que não me ensinou a nadar - só aos 15 anos é que reuni estabilidade emocional suficiente e confiança na professora para aprender o imprescindível para me safar - mas, quando relembro a quantidade de vezes que aguentou estar na piscina e no mar, comigo agarrada a ela como uma lapa, admiro-lhe a paciência, a dedicação. Aquilo, meus amigos, era amor puro. Totalmente incondicional. Quando penso nisso vêm-me as lágrimas aos olhos porque acho, que aqueles foram os momentos, em que a minha irmã melhor manifestou como me amava e me protegia a qualquer custo. Sem palavras, ela gravou em mim a certeza de que ela estaria ali, para sempre, para o que desse e viesse. E que não me soltaria nem perante um tsunami.

    E ela é "só" minha meia-irmã. Não temos o mesmo pai em comum, mas isso nunca fez diferença entre nós. Nunca influenciou de forma alguma o nosso sentimento. Na verdade, a maior parte do tempo nem me lembro que temos pais diferentes. E enche-me de mágoa e revolta, as pessoas tacanhas que defendem que irmãos filhos do mesmo pai, são irmãos enquanto que os irmãos filhos da mesma mãe, são apenas meio-irmãos. Que há diferença, para além das óbvias (os primeiros terem saído da mesma pilinha e os segundos terem partilhado a mesma barriga), que torna uns mais irmãos que outros. Sinceramente, alguém devia explicar aquela questão dos cromossomas a esta gente: 23 cromossomas de um espermatozóide, 23 cromossomas de um óvulo. Se só tem um progenitor em comum, são meio-irmãos, tenham o pai ou a mãe em comum. Ponto final. E olhem que eu não sou nenhuma especialista em ciências, biologias e afins...

    Meia-irmã ou não... É minha. A melhor do mundo. 
    O meu role model,
    em conjunto com a mamã.

    E, ainda que ela não vá ler este texto, nem eu alguma vez lhe tenha dito estas coisinhas bonitas, sei que ela, no fundo, sabe. 
    Ou pelo menos, assim espero.